GRAMSCI
GRAMSCI
O ano de 2007 comprovou que o Projeto Diálogos Universitários é um sucesso de público e de avaliação. Neste ano foram 10 edições, chegando a um total de 22 já realizadas desde 2005. Em 2007, mais de 6500 universitários participaram do evento, que já ultrapassou a marca dos 16 mil participantes desde sua criação.
O projeto Diálogos Universitários é produto dos Diálogos Corporativos, evento que a Souza Cruz conduz com seus stakeholders de dois em dois anos. Buscando desenvolver os jovens universitários nas mais diversas instâncias, os Diálogos Universitários surgiram em 2005 com os projetos piloto em Santa Cruz do Sul e no Rio de Janeiro. Devido ao grande sucesso, o projeto foi estendido a outras localidades.
Através de parceria com universidades, empresas juniores e estruturas representantes de alunos (centros acadêmicos e diretórios estudantis), a Souza Cruz vem levando até a comunidade acadêmica palestrantes escolhidos pelos próprios alunos. Procurando contribuir para a formação curricular dos universitários, o projeto busca desenvolver o empreendedorismo jovem, o espírito de trabalho em equipe e também criar um canal de diálogo entre o público e profissionais renomados.
Nomes como Família Schürmann, Bernardinho, Lars Grael, Gustavo Borges, Roberto Justus, entre outros, acreditaram e endossaram o projeto que já virou referência no calendário universitário do país.
A última edição do ano ocorreu na Universidade de Uberlândia em parceria com a Empresa Junior ACPE, no dia 17 de dezembro, e contou com cerca de 400 universitários que dialogaram com o iatista Lars Grael sobre “A saga de um campeão”.
Para 2008, o Projeto Diálogos Universitários tem metas ousadas. Queremos realizar 20 edições e levar o projeto, pela primeira vez, às 5 regiões do país, contemplando mais de 10 mil estudantes em todo o Brasil e contribuindo, assim, para a sua formação enquanto cidadão. Não deixe de se informar sobre as próximas edições aqui no Portal Diálogos Universitários e não perca a oportunidade de dialogar com um profissional de destaque no mercado.
A sociedade e sua responsabilidade
A Sociedade e sua responsabilidade na Violência no Brasil
Armando de Oliveira Lima
Foi na porta do Instituto Médico Legal, em São Paulo, há mais de 20 anos, que o jornalista Caco Barcellos iniciou sua pesquisa sobre a violência no Brasil, apresentada e discutida ontem, na 1ª edição dos Diálogos Universitários em Fortaleza e a 8ª do ano. Com um público de 500 pessoas, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), ele apresentou seu ponto de vista sobre a responsabilidade da sociedade nos crimes do país. Para o jornalista, “não é só pobre e marginal que é violento, ao contrário, todos nós estamos envolvidos.”
Barcellos começou o diálogo apresentando estatísticas de assassinatos e traçando um panorama da história das polícias brasileiras. Falou do segundo livro que escreveu, Rota 66: A História da Polícia que Mata, premiado com o prêmio Jabuti, onde evidenciou a existência e apresentou a lógica de grupos de extermínio que atuam no Rio de Janeiro e em São Paulo desde a ditadura militar até os dias de hoje.
Depois, no telão instalado no palco do auditório, mostrou reportagens internacionais que realizou em Angola e em Israel e fez uma comparação entre a guerra desses países e a violência do tráfico de drogas no Brasil.
“É uma cópia idêntica das ações da polícia”, afirmou o repórter ao falar das ações dos traficantes. No segundo livro dele, Abusado: O Dono do Morro Dona Marta, também premiado com o Jabuti, Barcellos acompanhou o cotidiano dos morros cariocas e apresentou o lado marginal para a platéia, que observava tudo atentamente. “Foi a reportagem que eu mais tive surpresas na minha vida”, declarou ele. Na mesma época, o também jornalista Tim Lopes foi torturado e morto durante uma reportagem investigativa que fazia.
E o debate, marca do evento, não poderia faltar. A discussão sobre a responsabilidade social da imprensa e do próprio debatedor como jornalista atuante foram postos em questão pelo público. Indagado, Barcellos assumiu: “Acho que somos [eles, os jornalistas] co-responsáveis. Acho que a gente contribui sim para a cultura da violência”. Colecionador de prêmios jornalísticos e de 18 processos judiciais, ele ainda apresentou sua reflexão sobre o papel dos jornais para a platéia: “Se a gente mostrasse os dois lados dessa história, as pessoas pensariam diferente sobre a violência”, e finalizou sua apresentação.
Desde 2005, o Programa Diálogos Universitários atua desta maneira, levando às universidade de todo o Brasil personalidades que estão em evidencia na sociedade. Esta edição, a 30ª dos Diálogos Universitários, foi promovida pela Souza Cruz em parceria com a Inova Empresa Jr. da Faculdade de Economia, Administração, Atuarias e Contábeis da UFC e contou com a participação de estudantes universitários e membros da sociedade civil.
O primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz é O Quinze. O título se refere a grande seca de 1915, vivida pela escritora em sua infância. O romance se dá em dois planos, um enfocando o vaqueiro Chico Bento e sua família, o outro a relação afetiva de Vicente, rude proprietário e criador de gado, e Conceição, sua prima culta e professora.
Conceição é apresentada como uma moça que gosta de ler vários livros, inclusive de tendências feministas e socialistas o que estranha a sua avó, Mãe Nácia – representante das velhas tradições. No período de férias, Conceição passava na fazenda da família, no Logradouro, perto do Quixadá. Apesar de ter 22 anos, não dizia pensar em casar, mas sempre se “engraçava” à seu primo Vicente. Ele era o proprietário que cuidava do gado, era rude e até mesmo selvagem.
Com o advento da seca, a família de Mãe Nácia decide ir para cidade e deixar Vicente cuidando de tudo, resistindo. Trabalhava incessantemente para manter os animais vivos. Conceição, trabalhava agora no campo de concentração onde ficavam alojados os retirantes, e descobre que seu primo estava “de caso” com “uma caboclinha qualquer“. Enquanto ela se revolta, Mãe Nácia à consola dizendo:
“Minha filha, a vida é assim mesmo… Desde hoje que o mundo é mundo… Eu até acho os homens de hoje melhores.”
Vicente se encontra com Conceição e sem perceber confessa as temerosidades dela. Ela começa a trata-lo de modo indiferente. Vicente se ressente disso e não consegue entender a razão.
As irmã de Vicente armam um namoro entre ele e uma amiga, a Mariinha Garcia. Ele porém se espanta ao “saber” que estava namorando, dizendo que apenas era solícito para com ela e não tinha a menor intenção de comprometimento.
Conceição percebe a diferença de vida entre ela e seu primo e a quase impossibilidade de comunicação. A seca termina e eles voltam para o Logradouro.
Em nossa sociedade é constante a falta de alimento, a miséria vive na casa de muitos, a fome ainda está presente nos quatros quantos do mundo.”
RAFAEL!
R @ F A E L
Saber voar…
Falar
Que bom quando é pra ti
Sonhar faz a vida mais feliz
E as estrelas que não posso tocar
Estão tão perto, estão no teu olhar
Cantar
Que bom quando é pra ti
Ver teu sorriso também me faz sorrir
Ó estrela não deixe de brilhar
Mesmo tão longe sei que está lá
E mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está lá
Transformando a noite em dia
Tristezas em alegrias
E aquilo que era vazio
Foi embora pra não voltar mais
Queria saber voar
Pra lá do alto poder ver você
Te ver sorrir, te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
E se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Ó estrela que me faz
enxergar
Que a vida é linda de viver…
Não entendeu? É assim mesmo: informação sem oprganização não funciona. Este é o papel do Bibliotecário, organizar e gerenciar informações visando sempre facilitar o acesso ao conhecimento.
Agora sim: 12 de Março “Dia do Bibliotecário”
O bibliotecário trabalha como um administrador de dados, que também processa e dissemina a informação. Além de catalogar e guardar as informações, ele orienta sua busca e seleção. Cabe-lhe analisar, sintetizar e organizar livros, revistas, documentos, fotos, filmes e vídeos. É de sua responsabilidade planejar, implementar e gerenciar sistemas de informação, além de preservar os suportes (mídias) para que resistam ao tempo e ao uso. O bibliotecário Pode prestar serviços de assessoria e consultoria na área de informação e redes e sistemas de informação. Gerenciam unidades como bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de informação. Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos informacionais; disseminam informação com o objetivo de facilitar o acesso e geração do conhecimento; desenvolvem estudos e pesquisas; realizam difusão cultural; desenvolvem ações educativas. O bibliotecário pode atuar nos seguintes campos: Bibliográfo, Biblioteconomia, Cientista de Informação, Consultor de Informação, Especialista de Informação, Gerente de Informação, Gestor de Informação. Alem de ter a função de educador, em bibliotecas escolares, ele é mediador e tem como objetivo principal levar a informação de um modo a incluir todos os individuos, levando os recursos informacionais.
“Somos um Mundo de Informação”
“Sabemos onde a informaçãO está e de como utilizá-la”
Olga nos seu ùltimos minutos no campo de concentração de Ravensbrück escreve uma carta à filha e ao marido….
Queridos:
Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de voçês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltareio a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças- ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica… Vês? já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte. Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Confromar-me-ia, mesmo que não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver-me dado a ambos. Mais o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha?
Querida Anita, meu querido marido, meu Garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça, poi parece que hoje as foças não conseguem alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que esforço-me para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nas últimas e difíceis horas. Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De te aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes com as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão por que se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mais sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas… Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para sermais forta amanhã. Beijo-os pela última vez.
Algo que me emocionou e me fascinou, foi ter lido a história biográfica de OLGA BENÁRIO PRESTES contada por Fernado Morais. Olga era alemã nascida em Munique, era judia e comunista, comecou sua militâcia política precocimente, morreu um pouco antes de completar 34 anos no ano de 1942. Foi exterminada numa câmara de gás em um hospital trasformado em campo de extermínio em Burnberg.Como a muitos judeos- comunistas, Olga foi submetida depois de presa as mais diversas e terríveis brutalidades, foi tratada como se não tivesse vida, como se não fosse ser humano.
Olga sempre acreditou na felicidade de um dia poder estar junto à sua família.
” Já faz mais de um ano que estamos separados, mas acharei forças para esperar o dia feliz em que estaremos de novo juntos”.
“Sabe, minha própria vida está de certo modo refletida na desse pequeno ser”.
Olga se refere a sua filha Anita Leocádia
O NOME DELE ERA CLEYTON
O O nome dele era Cleyton. Gente humilde. Irmão de Rosa, diarista, cinco filhos; um deles, recem saído do bucho, cheio de vermes. Fez todas as reformas da casa de minha mãe e eu nunca havia notado o rosto dele, sequer sabia, eu, o nome dele.
O nome dele era Cleyton. Eu soube hoje. Enquanto comia torradas com patê de alho. Há quanto tempo será que ele não comia? Ele bebia. Eu também bebo, mas não para aquecer o frio causado pela fome que mata meus filhos, não para esquecer que tenho uma mulher emprenhada em cima da cama varada, herdada da mãe prostituta, que nunca suportara ver filho nenhum chorando, de boca aberta e olhos semi-cerrados.
O nome dele era Cleyton. Eu não sabia. Mas ele sabia meu nome, ele conhecia minha família, ele sabia onde eu morava, conhecia meu namorado e meu temperamento. Eu não sabia nem sequer o seu nome. Um dia precisei dele, subi ao morro, em busca de alunos para meu amigo que veio do Crato, berço do sol escaldante das quatro horas da tarde.
O nome dele era Cleyton. Prazer, o meu é Carol. Eu sei, menina, eu te conheço. Cuidado com esses dois aí, venha p’ra cá. Aqueles dois ali são assaltantes. Minutos depois, vejo um policial batendo de faca de lâmina dupla em um deles. Chorei. Nunca chorei tanto em minha vida. Engasguei. E tudo o que eu queria era sair dali, era correr p’ra a minha casa, onde eu sempre teria o pão e o patê, onde eu nunca morreria de fome.
O nome dele era Cleyton. Eu percebi então, que ele tinha olhos lindos. Azuis, tão serenos, tão densos, tão vastos. Eu quis tocá-los, por serem assim, tão humanos. O que me faz lembrar do famoso poeta que estava cansado de heróis e que queria ver gente de verdade.
O nome dele era Cleyton, e ele me ajudou, meio à sua pobreza. Sorriso meigo, sem revolta. Pedreiro sim, como Pedro. Pedro de Chico Buarque. O nome dele era Cleyton, morreu hoje, e foi sem poesia. Morreu de fome. Morreu de velho. Morreu alcóolatra. Fechou os olhos azuis que tanto me encantaram.
O nome dele era Cleyton, analfabeto, honesto, trabalhador, morador do conhecido Morro de Santa Teresinha. Aqui no bairro. A casa dele era pequena, mal cabia ele e seu papagaio, mas mesmo assim, ele encontrava espaço p’ras flores.
O nome dele era Cleyton, virou estatística, de um país onde a maior parte dos habitantes morre de inanição, onde a maior parte mal sabe escrever o seu nome, onde a maior parte trabalha para ganhar o pão, maldito pão, vendido três vezes mais caro pelo patrão, que explora o padeiro e dele ganha o verdadeiro salário.
O nome dele era Cleyton. E é de gente assim, que sinto falta. De gente que se conhece pelo nome. De gente que cria flores. De gente que brinca com os bichos. De gente que oferece ajuda. De gente que mesmo com fome e analfabeta, trabalha, para educar e alimentar sua família. De gente que mora no morro que prometi que não vou mais subir.
Não acredito em Deus, mas aprendi a rezar, em forma de poesia, e como não acredito em santos ou em qualquer outra entidade espiritual, eu recito, para que algum poeta, em forma de estrela, vigie todos os passos daqueles que amo e ilumine o caminho daqueles que sobem o morro para enfrentar mais uma noite ou dia de guerra e romaria.
Carolina Capasso*
O homem da foto chama-se Silvio Tadeu da Cruz, usei a imagem dele para representar todos os outros Cleytons que são cotidianamente esquecidos.
Esta história foi contada pela minha amiga Carolina em uma aula da disciplina de Teoria e Prática da Leitura. percebi então que devemos dar mais atenção as pessoa que estão a nossa volta, tratar sem indiferença, dar um bom dia, um obrigado , chamar pelo nome e etc. Devemos ter mais amor e compaixão pelo próximo. muita desses Cleytons estão ai jogados nesse mundo, que é tão cruel com essas pessoas. Não sei o que nos leva a faser isso com determinadas pessoas, talvez seja pelo medo? Pela desconfiança? Essas são perguntas que todos os dias me faço. Mas acredito que tudo isso possa mudar, só depende de nós..
R @ f A e L