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“A década de 1960 é considerada por alguns filósofos e historiadores como a mais revolucionária da política internacional. Em vários continentes e em diversos países eclodiram movimentos reivindicatórios e libertários que questionavam o poder, a cultura e a economia.

Na França, país onde o movimento foi mais intenso, radical e de repercussões internacionais, uma greve iniciada por estudantes universitários rapidamente adquiriu contornos revolucionários mobilizando também trabalhadores – cerca de 10 milhões aderiram à greve dos estudantes – ganhando feições insurrecionais. 
Nos Estados Unidos, os negros, sob a liderança de Martin Luther King, exigiam o fim da sociedade discricionária e reivindicavam direitos civis restritos à população branca. Martin Luther King foi assassinado em abril de 1968, mas sua mensagem conquistou corações e mentes e mudou a história e as relações de poder na América. Também as mulheres exigiam seus direitos, o fim da discriminação, igualdade no trabalho e no lar.

No Brasil, milhares de estudantes ganharam as ruas em todas as capitais do país exigindo o fim da ditadura militar. Movimentos culturais nas mais diversas formas de expressões artísticas nasciam influenciando para sempre o cenário cultural nacional. É com o objetivo de refletir sobre os principais acontecimentos dessa época que a Universidade Federal do Ceará, através da Associação dos Docentes (ADUFC), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Administração Superior se uniram para realizar o Festival UFC de Cultura – Ecos de 68.” Texto extraido de : www.festivalufcdecultura.ufc.br

O festival reuniu mostra de cinema, teatro, oficinas, reizado , maracatú, shows com Fernada Takai e Otto. Mas na realidade o Ecos de 68 não é só um festival, é a comemoração dos quarenta  anos de libertação cultural , artística, política e econêmica do país. O festival trouxe de volta a euforia dos movimentos estudantis da época, lembrou os que foram censurados e torturados pela libertação dos país. O que me entristece é a sensação de que muita gente esqueceu o “porque” do festival, que não era só uma semana de festa, era a comemoração de um momento histórico. Muita gente não parou pra pensar na época e refletir sobre a atualidade. Sei que não averá jamais movimento igual oa dos anos 60, mas para os que não viveram isso ter a possibilidade de conhecer o que foi que realmente aconteceu é uma oportunidade única.

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